This thing that I found
Ain't gonna bring me down
♪ ♪ ♫ - I don't wanna stop - Ozzy Osbourne
A historia do rematch da Mell...
CAP 01 – The B. Family
Bom, a familia nao era de todo ruim. Meu schedule nao era de todo ruim. As criancas nao eram de todo ruim. Mas a mae….. hahahaha Bom, desde que eu cheguei pequenas coisas foram acontecendo e eu, claro, deixei passar, pensando “Ah, eh assim mesmo, eu tenho que me adaptar e ver como eh” ou “Ai Melanie, para de ser tao exigente…!” . Mas com o tempo eu parei pra analizar a situacao e percebi que o que realmente tava acontecendo era ate falta de respeito comigo. Comecando com o fato deles falarem em hebraico entre eles o tempo todo: no telefone, na hora do jantar, independente da au pair estar junto ou nao. Depois veio essa historia dessa dieta kosher – informacao curiosamente ocultada do application da familia E durante a entrevista. Depois ainda vem a total falta de respeito e consideracao quando referente a mudancas repentinas no schedule semanal que – detalhe – nunca foi feito com uma semana de antecedencia. Depois vem a puta falta de sacanagem de, mesmo depois de 3 meses com eles, trabalhando quase 9 horas todos os dias, nao dar uma CAMA (isso mesmo, uma CAMA) pra au pair – mas tudo bem, como disse a menina de 7 anos: “eu sou so uma baby sitter” nao eh mesmo?. E como se nao bastasse, a cartada final dessa queridissima family foi que eles simplesmente se recusaram a pagar os $500 de bolsa de estudo. (detalhe: o curso custa $700 dolares no total. Adivinhem da onde teve que sair a grana pra pagar o curso…!)
Enfim, mesmo com tudo isso – e uns tantos mais, que foram ocultos desse post – eu digo ate que gosto deles (nao da mae, eh claro) no geral. Eu, de fato, nunca fui infeliz la – com excessao de um dia ou outro(S). Eles me receberam super bem quando cheguei. Tentaram do 1o ao ultimo dia me fazer sentir a vontade. Contraditorio neh? Mas o que acontecem eh que pra eles, me fazer sentir vontade eh oferecer as comidas da geladeira, falar que quando eu quisesse eu podia assistir TV na sala (oi?) e que eu podia sair e voltar quando quisesse (so manda uma mensagem no cellular quando chegasse). Mas, me desculpa, eu nao sou visita! Eu MORO na casa!! Eh OBVIO que eu POSSO pegar comida na geladeira e etc. Mas conta pra Mell como que vc vai se sentir a vontade na casa de alguem que enquanto vc ta jantando ta falando sobre voce numa lingua completamente avessa a sua?? A verdade eh que eu nunca me senti a vontade la. Eu so sou meio folgada mesmo. Hahaha. Mas o fato eh que: eu nao vim ate aqui pra passer por esse tipo de experiencia. Eu vim aqui pra aprender, curtir e ser feliz 100% do tempo. Tanto nas horas livres quanto nas de trabalho. Mas gracas a mae – que nao trabalha e nao da conta de cuidar dos filhos – nao era bem isso o que tava acontecendo.
Nao to dizendo que ter uma host mom que fica em casa seja pessimo nem nada. Tudo e qualquer coisa vai depender DELA. No meu caso, simplesmente nao funcionou. Em contrapartida a minha melhor amiga aqui (Cameeeelaa!!) tambem tem uma stay at home host mom, e a host dela eh simplesmente MARAVILHOSA! De verdade! Quero roubar ela pra mim! (com todo o respeito, Ca! hahah) A diferenca eh que a host dela eh super compreensiva: entende o lado da au pair que esta longe de casa, dos pais e dos amigos; de nao dominar muito bem a ligua; de ter 20 e poucos anos; de entender que errar eh humano e que au pairs erram e etc. Enquanto que a minha host nao entendia nada disso. Totalmente incompreensivel.
Em relacao as criancas, eu tive muita dificuldade com a pequena (3 anos) no comeco. Ela eh bem geniosa e tava me tesntando demaaaaais, e me dava super bem com os mais velhos (7 e 9 anos). Com o passer do tempo o jogo virou: a pequenina virou minha melhor amiga aqui, enquanto os mais velhos cansaram de ter alguem a mais a quem obedecer e comecaram a me irritar constantemente. Tanto que nem sinto falta deles. Uma pena. Em compensacao a pequenina….. vai deixar saudades….bastante….